Resenha de La Casa de Papel – Série da Netflix

A gente sabe que a série é boa quando comove meio mundo, não é? Isso aconteceu com Lost, The Walking Dead, Game of Thrones, apenas para citar as mais famosas. Acontece que muitas vezes, a gente nem fica sabendo de algumas séries, e aí quando elas bombam, é amor à primeira vista. É esse o caso de La Casa de Papel.

La Casa de Papel foi criada em por Álex Pina e estreou em 2017 na Antena 3, da Espanha.

Basicamente conta a história de um homem misterioso, chamado de Professor, que cria um plano para roubar a Casa da Moeda da Espanha. Para por o plano em ação, ele contrata um grupo de assaltantes, que praticamente não têm nada a perder.

Trailer:

A Netflix resolveu transmitir a série para o restante do mundo e para tal, a dividiu em duas temporadas (a princípio, afinal tudo pode mudar devido ao sucesso até agora).

Originalmente, La Casa de Papel tem 15 episódios de um pouco mais de 1 hora cada um. A Netflix resolveu apresentar a série com 13 episódios de uns 50 minutos mais ou menos.

Em abril, deve estrear a segunda temporada da série, onde o desfecho da história deve acontecer. Ainda não chegou informações de uma possível terceira temporada.

Achei a série bem diferente e interessante. Achava que iria estranhar o fato de ela ser em espanhol, mas gostei bastante. Incomodou um pouco no inicio, mas passados uns 2 episódios, já estava acostumada.

Sei que não sou a única, mas ultimamente tenho tido dificuldade de torcer pelo lado bom…

No caso de La Casa de Papel, a medida que os episódios passam, a gente fica sabendo de detalhes das vidas dos assaltantes e percebe que eles são gente como a gente.

É claro que todo mundo sofre, todos tem problemas, uns maiores, outros menores… mas o povo que mais sofre é o que não tem condições.

A promessa de dinheiro fácil, por mais difícil que seja conseguir, é algo que deixa qualquer pessoa em cima do muro.

Não podemos negar que, por mais que dinheiro não compre felicidade, o dinheiro torna tudo mais fácil e muitas vezes possível.

Às vezes, as pessoas gostariam de mais dinheiro por motivos banais, porém,  muitas vezes é para conseguir ter acesso à coisas que deveriam ter por direito.

Não temos como fechar os olhos pro que acontece diariamente. A gente sabe que quem é pobre não tem a educação, saúde, e segurança que merece. Isso precisa mudar.

Os personagens de La Casa de Papel, lutam pelas mesmas coisas que a gente luta e isso faz com que seja (quase) impossível não torcer por eles.

Quando o lado bom tem tudo e o lado ruim não, fica mais fácil de entender os motivos. Porém, isso não quer dizer que justifica as atitudes deles, apenas que torna mais fácil de compreender os porquês.

É importante ressaltar que fazer o que bem entender por causa da realidade que vivemos ou por causa da falta de oportunidade que temos, é errado!

Isso deveria ser um fator motivacional para que a gente busque melhorias para nossas vidas, para que no fim a gente se orgulhe por ter chegado onde chegamos, apesar das adversidades.



Acho que a construção dos personagens foi muito bem feita. A maioria deles possui diversas camadas e características unicas, o que os torna interessantes e diferentes uns dos outros.

Algo bem legal é que a princípio, não conhecemos a real identidade dos personagens e para que isso não os influencie, o Professor decide chamá-los por nomes de cidades. Então temos Tokio, Rio, Berlim, Denver, Moscou, Nairóbi, Helsinque, e Oslo.

Por mais que seja apenas um detalhe, é um detalhe bem bacana. O que acaba até mesmo fazendo com que cresça a curiosidade dos espectadores em conhecer essas cidades e quem sabe tentar descobrir o que elas tem em comum com os personagens! 🙂

Claro que sem atores capazes de dar profundidade para esses personagens, de nada adianta a teoria ser perfeita.

Felizmente, gostei MUITO do trabalho dos atores da La Casa de Papel.

É claro que por ser uma obra de ficção, tem muitas coisas que acontecem que são, digamos assim, muito fáceis e fantasiosas.

Mas se formos analisar a série como um todo, ela acerta muito mais do que erra.

Como disse anteriormente, foi mais fácil ficar do lado “ruim” da história do que do lado bom. E acho que o motivo é que não consegui me conectar muito bem com alguns personagens “do lado bom”. Acho que é pela forma como foram interpretados/dirigidos.

Algumas atitudes, principalmente da Raquel, foram dificeis de perdoar… hehe… E confesso que o professor me irritou um pouco também. Achei os dois um pouco ingênuos demais.

Parece que os objetivos dos personagens não estavam muito bem estabelecidos… e isso fez com que desviassem um pouco do caminho que, na minha opinião, deveriam seguir.

São erros básicos que não deveriam acontecer, mas a gente sabe que sem eles, a história não teria para onde ir e muita gente não assistiria hehe…

Além disso, a trilha sonora da série foi muito bem selecionada… e ajuda a dar vida à história que vemos.

Gostei bastante da série e não vejo a hora de assistir à segunda temporada, que na verdade é a continuação da primeira temporada.

A data de lançamento da segunda temporada é dia 06 de Abril de 2018. A continuação deve ter 6 episódios.

Bom, eu fico por aqui, ansiosa pela continuação!
Até o próximo post, que deve vir com vídeo… embora essa não seja uma promessa hehe…

Ezi

 

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